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Voluntários da Rede de Percepção de Odor visitam a Veracel - 24.01.08

A Veracel realizou, no dia 19, a terceira reunião com os voluntários da Rede de Percepção de Odor (RPO), moradores das comunidades de seu entorno responsáveis por identificar possíveis ocorrências de odor.

Na fábrica, os participantes da RPO assistiram a palestras sobre a Veracel e a importância do voluntariado. Os visitantes também tiveram a oportunidade de conhecer o processo industrial e participar de um almoço de confraternização.

O objetivo das reuniões, realizadas anualmente, é reforçar a conscientização dos componentes da rede sobre a importância da atividade voluntária exercida por eles. Além disso, o encontro é uma oportunidade de integração entre a Veracel e os participantes. “A RPO é nosso termômetro na comunidade. Por isso, essa decisão pessoal de fazer algo pelo coletivo é tão importante”, declarou Tarciso Matos, especialista responsável pela rede na Veracel.

A RPO é formada por voluntários das comunidades vizinhas à fábrica, treinados para entrar em contato caso sintam algum cheiro que possa estar sendo causado pelo processo industrial da Veracel. Atualmente, o grupo conta com 23 participantes.

As localidades de Itapebi, Itagimirim, Barrolândia, Eunápolis, Veracruz, Belmonte e Santa Maria Eterna são monitoradas pela rede desde 2005. No ano passado, duas novas comunidades passaram a integrar a rede: Mundo Novo e Maravilha, distritos de Eunápolis.

Monitoramento

Um sistema computadorizado, denominado Rosa – dos - Ventos, é responsável pelo monitoramento de odores emitidos pela fábrica. Por meio dele e com base no contato dos voluntários da rede, feito por um telefone 0800, é possível saber o momento exato em que o odor foi lançado e em que direção, facilitando a solução de possíveis problemas. Durante 2007, 11 ocorrências foram registradas.

A fábrica foi construída para ter baixíssimas emissões de odor, e é atualmente uma das melhores fábricas de celulose do mundo em controle atmosférico. São utilizados equipamentos que capturam e tratam os gases de TRS (odor) e impedem que sejam lançados na atmosfera. Na concentração em que são encontrados ao redor da fábrica, não fazem mal à saúde.

Fazendo sua parte

Para Maria d’Ajuda Silva Lima, professora de Itapebi que participa da RPO desde sua criação, há três anos, ajudar a comunidade é o que a motiva. “Pretendo continuar participando, para ajudar as pessoas do lugar onde moro. Também é interessante conhecer a Veracel e ver que muito do que nos contavam não é verdade”, afirmou.

A recepcionista Maria José dos Santos, também de Itapebi, concorda com a professora. “Antes eu pensava que o cheiro fazia mal, que poderia prejudicar. Hoje minha visão mudou, e eu vejo a preocupação da Veracel com a natureza.”

Já para a auxiliar de enfermagem Lucineide Muniz, de Itagimirim, o principal motivo de integrar a rede foi a curiosidade. “Foi ótimo conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido pela Veracel e, depois que entrei para esse grupo, ganhei motivação para participar de outros. O voluntariado é a nossa forma de mostrar que nos importamos com o outro.”

O secretário de Meio Ambiente de Belmonte, Alberto Rocha, faz parte da rede e apóia a iniciativa. “É necessário que a comunidade esteja atenta e aproveite essas oportunidades para participar. Faço parte desse grupo de voluntários, pois acho que posso contribuir informando as pessoas de meu município.”

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