Notícias

Preservar recursos naturais é meta da Veracel - 24.01.08

Conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU), 1,2 bilhão de pessoas (35% da população mundial) não têm acesso à água tratada. Essa situação é mais grave em países subdesenvolvidos, devido à desigualdade social e ao uso dos recursos naturais de forma não sustentável.

Por isso, iniciativas como a da empresa de celulose Veracel tornam-se referência para a indústria mundial. A fábrica tem um dos sistemas de recuperação de efluentes mais modernos do mundo, para o uso sustentável e ecologicamente correto dos recursos hídricos. O sistema, inovador no processo de recuperação, lança os efluentes um quilômetro antes de sua zona de captação.

“O sistema é a garantia de que o que é devolvido ao rio não é poluente. E aí está o grande diferencial. A fábrica é a única no mundo a adotar esse tipo de captação e lançamento de efluentes. Em outras indústrias, os efluentes são descarregados depois da zona de captação”, explica Ari Medeiros, gerente de Recuperação e Utilidades.

Como funciona?

Toda a água utilizada no processo produtivo da fábrica, localizada nos municípios de Eunápolis e Belmonte (extremo sul da Bahia), provém do Rio Jequitinhonha, localizado a seis quilômetros.

A água é captada e bombeada para a fábrica, onde passa por um tratamento físico-químico cuja função é adequar a água ao consumo industrial e humano. Por possuir modernos equipamentos e circuitos fechados de operação, alcança um dos menores índices mundiais de consumo de água na produção de celulose.

“Normalmente, uma fábrica de celulose consome cerca de 40 a 50 metros cúbicos de água por tonelada. Já a Veracel utiliza apenas 25 metros cúbicos de água por tonelada de celulose, economizando recursos”, ressalta Medeiros.

Depois de passar por todo o processo produtivo da fábrica e de ser utilizada para o consumo dos colaboradores, a água vai para uma estação de tratamento de efluentes primários e secundários que inclui tratamento biológico.

Assim, o efluente gerado retorna à natureza com as melhores condições químicas. “Possuímos um sistema de última geração. Todos os controles são feitos via computador, e não existe contato humano com os fluidos”, descreve Medeiros. Por hora, são tratados 3 mil metros cúbicos de água, ou cerca de 70 milhões de litros por dia.

<< VOLTAR