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Uma das principais ferramentas de gestão e controle ambiental da Veracel - 19.06.09

Uma das principais ferramentas de gestão e controle ambiental da VeracelNa busca constante das melhores práticas ambientais para gerenciamento e controle das suas emissões hídricas, atmosféricas e resíduos sólidos, a Veracel Celulose não se preocupa só com as questões referentes a preservação da Mata Atlântica, mas também com o uso racional e a qualidade das águas do rio Jequitinhonha, de onde capta água para o processo produtivo e para onde devolve os efluentes devidamente tratados.

As atividades de monitoramento da qualidade das águas e vazão do Rio Jequitinhonha vêm sendo realizadas de forma sistemática desde 2003, garantindo a utilização de forma sustentável deste importante recurso hídrico e o acompanhamento da sua qualidade antes e após o lançamento de efluentes tratados da fábrica.

Para a bióloga Leonor Brito, da Cetrel S.A. – Proteção Ambiental, empresa parceira da Veracel no projeto de monitoramento, tem crescido significativamente a preocupação com a questão ambiental na indústria de papel e celulose. "A Veracel começou esse programa antes mesmo das operações da fábrica, essa prática é compatível com as melhores tendências preventivas, o que permite uma comparação da qualidade ambiental do rio Jequitinhonha após o inicio da unidade operacional", avaliou Brito.

Além do acompanhamento frequente da qualidade e quantidade da água do rio Jequitinhonha, a Veracel realiza o monitoramento de peixes, microfauna (bentos), microflora (plânctons), sedimentos e manguezal do rio. Estes procedimentos cumprem as exigências da Licença de Operação da fábrica da Veracel.

O monitoramento das águas é realizado em três pontos do rio: um antes do ponto de lançamento dos efluentes tratados e dois depois do ponto de captação de água. Como inovação ambiental, a empresa é a uma das poucas no mundo que realiza a captação de água industrial depois do ponto de lançamento de efluentes já tratados.

Nestes mesmos três pontos – indicados por pescadores tradicionais da região – é realizado ainda o monitoramento de peixes (ictiofauna), a cada seis meses. Neste processo, é realizada a amostragem dos peixes e posterior encaminhamento para análises laboratoriais. Os resultados obtidos no período monitorado não mostram alterações relacionadas com a atividade da fábrica.

"Nestes cinco anos de minucioso acompanhamento, não foram registradas variações significativas no ecossistema aquático do rio que estejam relacionadas às atividades da fábrica da Veracel." revelou o especialista ambiental da Veracel, Tarciso Matos, esclarecendo ainda que os resultados desses monitoramentos são enviados periodicamente para o Instituto Meio Ambiente (IMA).

"A importância de um programa de monitoramento deste porte está justamente em poder se avaliar o possível impacto ambiental da disposição de efluentes industriais em corpos receptores, como o Rio Jequitinhonha. Além deste fator, esse monitoramento também visa evidenciar o atendimento às condicionantes ambientais contidas na Licença de Operação da empresa concedida pelo órgão ambiental”, explicou a bióloga. “Este trabalho está na vanguarda no programa de monitoramento integrado em ambientes aquáticos", finaliza.

O Rio - O Jequitinhonha é um importante rio brasileiro que banha os Estados de Minas Gerais e da Bahia. Ele nasce na região da cidade de Serro (MG), atravessa o nordeste do Estado de Minas Gerais e deságua no Oceano Atlântico, em Belmonte (BA). Seu trajeto é reconhecido como Vale do Jequitinhonha, de muitas tradições culturais e desafios sociais.

Dali retiram seu sustento. Pescadores como o seu José Carlos Silva Ribeiro, de 57 anos, conhecido como Zé Ringo, morador de Itapebi, que pesca nas águas do rio Jequitinhonha desde pequeno. "Já tirei meu sustento daqui", relatando sua preferência pelo pescaria do robalo. "Só que até o dia 31 de julho está proibida a pesca do robalo, já que é período de defeso", informou o pescador, mostrando também a sua preocupação com o cumprimento da proteção ambiental para a época de desova da espécie.

Além desses testes realizados diretamente no Rio Jequitinhonha, a Veracel ainda realiza o monitoramento dos corais dos recifes de Santa Cruz Cabrália, que se encontram a 140 quilômetros do local onde são lançados os efluentes da fábrica. De acordo com Matos, esse acompanhamento é para avaliar a vitalidade dos corais, que é um indicativo de que estão sofrendo algum tipo de influência. Os resultados do monitoramento é avaliado anualmente, desde 2003, por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e até o momento não foi registrada nenhuma alteração.

Economizar também garante uma boa gestão ambiental

Com um dos menores usos de água do mundo nesta atividade - 25 metros cúbicos de água por toneladas de celulose secas ao ar (tsa), quando a média mundial varia de 30 a 50 m³/tsa - , a Veracel Celulose está otimizando para melhorar cada vez mais esse desempenho. Isso é possível em função dos processos serem fechados, de forma a possibilitar a reciclagem de água dentro do próprio processo de produção.

Toda a água utilizada no processo produtivo da fábrica vem do Rio Jequitinhonha, localizado a seis quilômetros da fábrica. A água é captada e bombeada para filtros, onde passa por um tratamento físico-químico cuja função é preparar a água para o consumo industrial e humano.  A captação acontece a 800 metros após a descarga dos efluentes, um diferencial do sistema da Veracel. São captados 25m3/tsa e devolvidos ao rio cerca de 88%. A diferença se refere, basicamente, a perdas por evaporação e consumo humano.

Depois de passar por todo o processo produtivo da fábrica e de ser utilizada para o consumo dos funcionários, a água processada vai para uma estação de tratamento primário e secundário de efluentes que inclui tratamento biológico. São tratados cerca de três mil metros cúbicos de água por hora, ou cerca de 70 milhões de litros por dia.

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