Notícias

Áreas produtivas e de Mata Atlântica são alvos de movimentos sociais no Extremo Sul da Bahia - 03.11.09

Em 2009, cerca de 12 mil hectares de áreas próprias da Veracel Celulose, no Extremo Sul da Bahia foram envolvidas em litígio com movimentos sociais. São áreas com plantio comercial ou fragmentos de Mata Atlântica que foram ou estão ocupadas ou sob ameaça de ocupação. Destas, três propriedades foram desocupadas espontaneamente, após negociação; duas áreas tiveram a reintegração de posse cumprida de forma pacífica; duas aguardam cumprimento por parte da Polícia Militar e outras três aguardam a decisão da Justiça. A Veracel mantém a postura do diálogo, renovando sua disposição em contribuir para a transformação construtiva desse impasse social adverso. No entanto, tem também buscado seus direitos de proprietária, garantido constitucionalmente.

A empresa possui um hectare de área ambientalmente protegida para cada hectare de plantio comercial, utilizando o conceito de mosaico de mata nativa/eucalipto. Toda essa área é considerada duplamente produtiva, pois serve ao abastecimento de madeira (eucalipto) para a fábrica – que produz mais de 1 milhão de toneladas de celulose por ano – ou presta importante serviço ambiental (mata nativa), conservando a biodiversidade, protegendo mananciais e áreas do tão ameaçado bioma da Mata Atlântica. Em alguns casos, com manejo especial das áreas de alto valor de conservação, identificadas dentro dos critérios estabelecidos pelo Conselho de Manejo Florestal FSC (Forest Stewardship Council).

Todas as terras adquiridas pela Veracel possuem títulos legítimos, com as devidas cadeias sucessórias conferidas – descartando uso de terras devolutas como já foi equivocadamente divulgado na imprensa – e possui todas as licenças ambientais necessárias para suas atividades. Sendo assim, as áreas invadidas não seriam passíveis de desapropriação para Reforma Agrária, conforme os critérios estabelecidos para este fim. Os prejuízos com as áreas ocupadas chegam a mais de 3,5 milhões. Além da prática da queimada, ainda há registro de comercialização ilegal de madeira por parte dos ocupantes das áreas invadidas.

 

<< VOLTAR