Feijão Maravilha: Colheita de feijão movimenta a economia em Ponto Central

Através do incentivo à agricultura familiar, o projeto tem beneficiado diversos agricultores da comunidade, movimentando a economia por meio da compra e venda de produtos e promovendo a geração de renda para moradores da região.

Zo0gSlXPKhCerca de 20 famílias do Extremo Sul da Bahia estão vivendo mais um momento de muita alegria neste mês de Junho. Após o plantio de diversas culturas agrícolas no co­meço do ano, os produtores rurais do dis­trito de Ponto Central, município de Santa Cruz de Cabrália, estão animados com mais uma safra dos produtos. Eles fazem parte do projeto Agrovida, que com o apoio da Vera­cel, promove o plantio de diversas culturas agrícolas nas áreas de recuo do plantio de eucalipto da empresa.

O projeto Agrovida é fruto de uma parce­ria entre a Veracel, a Rede Social Despertar, a Associação de Moradores de Ponto Central e Entorno, Prefeitura Municipal de Santa Cruz Cabrália, Banco do Nordeste e CEPLAC, que através do incentivo à agricultura familiar, tem beneficiado diversos agricultores com o plantio de mandioca, batata doce, abóbora, milho, feijão e melancia.

Neste mês de junho, os agricultores estão em mais uma fase de colheita de feijão, milho e mandioca, e graças ao empenho de todos uma grande safra de feijão carioca, promete movimentar a economia de toda a comunidade. De acordo com o presidente da Associação de Moradores de Ponto Central e Entorno, José Carlos da Purificação Oliveira, a previsão de colheita é de cerca de 200 sa­cas de feijão, com uma grande estimativa de lucro. “Essa é a maior produção que nós já tivemos, conseguiremos pagar o investimen­to e ainda gerar um bom lucro para os parti­cipantes. Essa produção histórica, já tem até servido de incentivo para outros moradores da comunidade. Antes de acabar a colheita, já tem muita gente querendo plantar”, declarou.

O projeto está em seu segundo ano de execução, e além de movimentar a econo­mia através da venda e compra de produtos, tem gerado  renda para morado­res da região. Com um sorriso no rosto, José Dias da Cruz, morador da comunidade, que estava há seis meses sem trabalhar, afirma que a colheita desses produtos tem sido uma importante fonte de renda para a sua família. “Encontrei na colheita de feijão, uma forma de complementar minha renda e garantir o sustento dos meus filhos”, afirmou animado.

Segundo José Carlos da Purificação Oli­veira o  projeto está passando por um importante processo de reestrutu­ração, e em pouco tempo haverá grandes benefícios para os participantes. “No inicio tivemos algumas dificuldades em função da inexperiência e falta de conhecimento. Hoje somos nós que gerenciamos a nossa produção e os nossos rendimentos, através da associação. Já es­tamos começando a andar com os nossos próprios pés”, declara José Carlos.

A espe­cialista em Responsabilidade Social da Vera­cel, Izabel Bianchi, ainda acrescenta: “Apesar do amadurecimento, ainda estamos num processo de aprendizagem constante. O ano de 2011 foi uma etapa de muitas experiências, e em 2012, estamos colhendo os frutos das mudanças ocorridas na gestão do projeto comunitário. O acompanhamento e avaliação são fundamentais para que sigamos na direção certa”, disse Bianchi.

Além de reconfiguração das atividades, o projeto também está passando por uma fase de reestruturação física de um imóvel também cedido em comodato pela Veracel para funcionamento das associações existentes na comunidade. O espaço contará com sala de reunião, escritório e depósito. “Estamos muito animados com essa construção. Pois além de servir de sede, tere­mos um ponto de apoio para nossas reuniões e uma área para armazenamento de nossos pro­dutos. Estamos construindo este galpão para nos finais de semana, funcionar como ‘feira livre’ para a venda de nossa produção. Tenho certeza que essa feira vai movimentar ainda mais a economia daqui de Ponto Central”, afirmou o presidente da associação.

INCENTIVO À ECONOMIA LOCAL POR MEIO DA VOCAÇÃO NATURAL
 
Em pleno funcionamento, no distrito de Ponto Central, o Agrovida está há dois anos incentivando a geração de emprego e renda para os moradores locais através da agricul­tura familiar. O Agrovida começou a ser desenvolvido em 2010 como oportunidade de utilização da área de 64 hectares de áreas existentes entre  recuo de plantios de eucalipto da Ve­racel e a comunidade. A ideia deste projeto foi apresenta em 2009, durante o Fórum Florestal do Extremo Sul da Bahia, como solução sustentável para o uso dos 300 metros da área de recuo do plantio de eucalipto em núcleos urbanos e sedes dos municípios. E através do diálogo com os moradores da comunidade, viu-se que esta era a melhor alterna­tiva para a geração de renda.

Na primeira colheita, realizada em 2010, 70 toneladas de abóbora e mais de duas mil espigas de milho foram colhidas pelos agri­cultores que aderiram o projeto. Neste ano de 2012, a estimativa é ainda maior, com pelo menos 10 mil espigas de milho e 60 tone­ladas de mandioca.